sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Em encontro, assistentes sociais repudiam concordata

Leia a seguir a íntegra da moção de repúdio contra a concordata e a lei das religiões:

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MOÇÃO DE REPÚDIO


Nós assistentes sociais, delegados (as), observadores(as) e convidados (as), reunidos (as) no 38° Encontro CFESS/ CRESS realizado de 06 a 09 de setembro de 2009 em Campo Grande / MS, repudiam as autoridades que favoreceram a aprovação do acordo Brasil-Vaticano e a lei geral das religiões que fere o Estado laico.
Saliente-se que a referida lei foi uma explícita negociata para apaziguar os conflitos em torno do interesse dos grupos religiosos, sendo que não é esta a alternativa para garantia da liberdade religiosa.
Por trás destas negociações estão interesses financeiros e político- ideológicos, como por exemplo: isenção fiscal das escolas destas instituições, garantia de acesso a pacientes e familiares nos hospitais, retorno do ensino religioso nas escolas públicas, etc.
Portanto, ao invés das autoridades garantirem recursos públicos, garantem com os instrumentos citados, o financiamento das instituições religiosas numa evidente aliança com as classes dominantes.


Campo Grande- MS, 09 de setembro de 2009.
Conselho Federal de Serviço Social (CFESS)
Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS)


Aprovada na Plenária Final do 38º. Encontro Nacional CFESS/ CRESS, realizado de 06 a 09 de setembro de 2009 em Campo Grande-MS.

Um comentário:

Sinn-Klyss disse...

UM NÃO AO NAZISMO-DIVINO.

Uma Reflexão para Ateus, Agnósticos, Crentes, frente à intromissão subversiva do tutelamento da mente de infantes por doutrinas nas escolas pelo ESTADO.

Integralmente somos, tanto psicológico quanto fisicamente, uma mente; abstrato e concreto, um corpo inteiro, que estruturalmente vive; e o que fica e o que tem chance de “permanecer” é apenas uma frequência do ser que somos. Assim como onda na água. Dessa maneira é que os pontos que nos estruturam e o “ritmo” deles imprimem alguma história no Cosmos. Mais que isso é fantasia boba.
É uma Realidade bela, mas tão simples que é difícil apreendê-la. Se você não consegue ver você mesmo(a) na vida, nos seus amigos, nos filhos, em seu trabalho, e inserto na Natureza, como compreenderá a beleza da Genética? Sagan disse muito bem: Pra haver uma flor foi primeiro preciso um refinado estruturamento cósmico.
Esse coordenamento não veio dum Big Bang, nem de um deus, e sim, de princípios, leis ingenes, conceitos que estabelecem, compõem e recompõem o ESPAÇO em todo o estirão sideral; nos mínimos grãos-energia aos globulares e esfiapados das constelações, onde o acaso é apenas um estágio de conformação; e evolui até sentimentos excelentes como o que nomeamos Amor; que (depreendemos) que em síntese de expressão e magnitude se resume em Reciprocidade.
Escrevo isso pautado em que há em mim exatamente agora a fluidez dum sentimento muito bom, um romance muito gostoso pela vida, e em contrapartida uma ferocidade em defesa da vida.
Por isso é que os ateus são mesmo pessoas admiráveis que conseguiram sobreviver com o suporte de uma reflexão que não precisa mais de fantasias, pois a Realidade que vêem é poesia em espetacular instância.
Cabe aos ateus não esperar que essa vivência aconteça com todos, porque não cabe insistir à môsca as leis da aranha (isso não tem nada a ver com superioridade, e nem endosso à reencarnação, nem à ressurreição; isso refere-se a bestice de impormos governos com moldes de colméias, pastos, formigueiro, para os homens); como não cabe aos governos imporem aos homens costumes e regimentos de ‘força’ e ‘controle’ duma aranha, dum sapo, dum vírus, dum réptil (o que estamos já insuportavelmente agüentando agora); porque o ser humano é mais que uma rês, que um barro que se move como robô, mais ainda até que uma flor, pois o que tem na flor tem no homem e na mulher. Se nos depredarmos nosso viver civil, desgraçando os infantes, nem palavras assim teremos; pois nem a chance de suportar reveses em prol da vida humana os guris e gurias terão. Admiro ateus e agnósticos por isso, porque podendo se acobertar nas fantasias não o fazem, e podendo ‘usar’ o Sistema, dispensam a ‘segurança’ e ‘proteção’ quando impostas como escora de bengala apodrecida, e enfrentam condições extremas pela vida.
Estamos perto de instaurarmos na Sociedade o Capitalismo Meritocrático; a troca e justeza das competências e funções, por balanço da Equanimidade.
Viva, este é o propósito, e que nossa vitalidade assegure as coordenações.